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TIPO COLÔMBIA - PARTE 2

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     Estamos de volta com a segunda parte! Fiz muitos amigos na viagem, gente do mundo inteiro que também estava fazendo intercâmbio. Austrália, Alemanha, EUA, México, Paris e por aí vai. Essa galera não era da minha faculdade, eram da faculdade dos meus amigos brasileiros que também ganharam bolsa pra lá. Mas eu vivia mais com eles do que o pessoal da minha faculdade. Todo fim de semana era uma festa diferente! Numa casa diferente, num apartamento diferente, a festa do amigo do amigo do amigo da menina que mora comigo.
             Depois de dois meses em Bogotá meu espanhol já estava bem melhor e eu já me sentia em casa! Viajei com pessoas aleatórias e fiz uma grande amiga que seria minha companheira de guerra nesses meses, a Lena (ela é paulista, "meo"!). Nós e mais 9 pessoas viajamos pra uma cidadezinha perto da capital Villa de Leyva. Saímos com tudo organizado pra acampar durante um final de semana e assim que colocamos o pé na cidade, começou uma chuva torrencial! Os meninos saíram que nem malucos procurando um lugar pra gente, sei que no fim da noite éramos 10 dividindo uma kitnet. Foi demais!
            Bogotá é uma cidade linda. As pessoas, apesar de não terem o mesmo calor humano dos brasileiros, são muito receptivas. Lembra que eu disse que me enganei quando pensei que o bairro pra onde eu estava indo seria meu por 6 meses? Então. Conheci um cara na igreja onde estava indo que me apresentou a uma amiga que morava com mais 4 meninas num apê lindo que tinha um quarto de empregada vazio. O aluguel era metade do valor da casa onde eu morava. Pelas minhas contas, poderia me considerar "ryca" se economizasse aquele dinheiro. Catei minhas coisas e em menos de uma semana depois de visitar o apartamento já estava me mudando. Me senti em uma família, a gente tomava café juntas, jantava juntas quando estava tudo mundo em casa, como já disse, elas eram demais.
              Sexta-feira não é um dia esperado por todos só no Brasil não, acho que em toda América Latina é assim [risos]! Então, pra não fazer feio e deixar a terrinha com má fama, eu sempre ia fazer alguma coisa com a galera. Aprendi a dançar salsa. Que ritmo sensacional! Sabe aquele filme "Lambada: a dança proibida"? Me sentia no próprio quando dançava. Os bogotanos (nome dado as pessoas que nascem em Bogotá) apesar de serem feios, dançam suuuuuper bem! Pronto, falei [risos]! 
       Aprendi e enfrentar um pouco de frio e a andar sozinha pelas ruas escuras da cidade sem medo. A cada saída que a gente dava, era uma novidade diferente, algo novo pra contar.
           Alguém aqui vê aquela novela com os "gatos mata mamãe do coração" chamada Flor do Caribe? No próximo episódio vamos falar da vez que fui pra lá. Cartagena, uma cidade maravilhooooosa. Vontade de voltar pra casa? Zero! Beijo!


TIPO COLÔMBIA - PARTE 1

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        Opa! Estou na área. Se derrubar é penalt! [risos] Tudo bem, meninas? Já estive aqui uma vez contando minha experiência no doloroso processo que é cortar as madeixas. Hoje vim falar de viagens. Quem não ama viajar? Ainda mais com tu-do pago. Melhor ainda! 
     Em Janeiro do ano passado todo mundo aqui em casa estava com o coração na mão, pois eu tinha acabado de ser chamada pra fazer um intercâmbio de seis meses na Colômbia (Oi? O que? Mas e as FARC?!) e minha família estava "louuuca, louquinha"!
        Foi um corre, corre. Procura visto daqui, documentos pra lá, mala, roupa, casa pra morar e tudo que vinha no pacote. Sei que no dia 10 de Fevereiro de 2012 eu estava pegando o avião para a viagem mais incrível da minha vida! Cheguei lá sem falar nada de espanhol e precisava me virar pra encontrar a casa onde eu ia morar (acertamos tudo pela internet, eu não os conhecia, foi na cara, na coragem e na fé) peguei um táxi e finalmente cheguei no bairro onde eu poderia chamar de meu durante os próximos 6 meses (só que não, porque quando você menos espera a vida muda os planos!).
      Eles eram uma família super simpática e me dei muito bem com eles apesar do meu espanhol precário. Minha faculdade era linda, musical e super artística. Durante as aulas os estudantes de música tocando violino pelo campus, os de artes pintavam e os de exatas eu não sei porque não falava com eles [risos].

      Na minha mala tinha tudo o que eu precisava e inclusive meu super secador de cabelo! Porque eu sabia que Bogotá era uma cidade fria e que não ia sair na rua com meu black molhado. No começo das aulas eu me sentia uma estranha na faculdade. Primeiro porque era a única estrangeira nas minhas aulas, segundo que era a única negra nessas aulas. Em Bogotá é muito difícil ver gente negra, muito mesmo! Então eu era quase um E.T. pra eles. Bem, eu me sentia um E.T. pra eles.

      Alguns dias eu ia de cabelo solto, nos outros tacava um turbante na cabeça, até estar sem paciência, prender tudo pra cima e partir pra aula. Foi complicado, sabem? Eu queria ter a experiência de deixar meu cabelo mais  ao natural, mas aqui no Brasil não tinha muita coragem, então, durante a viagem, fui obrigada a deixar, né?! Eu não ia entregar meu cabelo suado nas mãos de um desconhecido, ainda mais um desconhecido que não fala a minha língua!

       Mas se vocês estão pensando que eu fiz uma viagem maravilhosa e que deu tudo super certo, estão enganadas! Como o bom da vida é ser surpreendida, essa viagem foi uma caixinha de surpresas. Fica de olho aqui que no próximo episódio da série eu conto mais. Abaixo fotos dos primeiros momentos por lá.