LINIKER E OS CARAMELOWS NO TINY DESK CONCERT DA NPR

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O primeiro contato que tive com a Liniker foi em um show no Imperator, no Méier. Fiquei e fico impactada toda vez que eu lembro daquele show, é impressionante a força dessa lembrança. Eu gostava? Gostava, mas não sabia o que me aguardava. Nunca mais fui a mesma e a garganta dói sempre que eu canto Zero porque eu canto gritando como se estivesse no show revivendo aquele dia.

Fonte: Cultura - Estadão
Depois disso eu só tive a hora de poder ver a Liniker no Palco do RockIn Rio. Fico toda me tremendo. Igualmente poderosa, preciso dizer! A essa altura da vida muita gente já deve ter visto a apresentação no Tiny Desk, mas o feed do facebook acabou de me mostrar então eu apresento como se fosse em primeira mão rs.
O vídeo foi gravado no famoso Tiny Desk, criado em 2008 para dar espaço para artistas que não estão no mainstream. Seu Jorge também já marcou presença por lá  <3. O toque especial desse local é que esse escritório é um local de trabalho e a plateia são os próprios funcionários da empresa. Como eu queria estar nessa plateia!!! Imaginem, até no meu casamento teve música de Liniker para os meus avós entrarem com as alianças!!!!

Você pode conferir a postagem oficial aqui  (deixe sua mensagem de amor para a Liniker).

A apresentação completa está aqui <3 

Um minuto de aplausos para Liniker e os Caramelows!!!!


Por Tainá Almeida

O PODER DA INFORMAÇÃO | TAINÁ ALMEIDA

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Hoje é terça-feira, 20 de outubro de 2018. Há alguns dias estou implementando uma nova rotina, então de acordo com o meu cronograma, separei entre 6 e 7 da manhã para usar as redes sociais, em especial o facebook, mas apenas como ferramenta de trabalho. Não considero mais o FB como uma forma recreativa de redes sociais. Rolei um pouco o feed, cheio de notícias de ontem, muitas publicações com comentários de amigos… e então começaram a aparecer um tanto de posts que denunciavam atitudes racistas nas redes e fora delas. Não que os racistas tivessem algum pudor ao destilar seus pensamentos criminosos, mas eu recebi tudo de uma vez só. Pessoas que se escondem atrás da internet e atrás de outras pessoas para cometer um crime.


Em 2015 nós nos unimos à Campanha ‪#‎RacismoVirtualConsequênciasReais‬ da ONG Criola neste post e compartilhamos algumas experiências que tivemos.  Mas tanto naqueles dias como hoje, precisamos estar preparadas para o enfrentamento e isso só é possível com informação. Se o crime acontecer na internet você pode tomar algumas medidas como copiar o link da publicação, printar a tela com o perfil, comentários, etc.
Além disso as denúncias também podem ser feitas em delegacias comuns, caso você vá, sempre vá com alguém te acompanhando, em especial alguém que consiga manter a calma e te dê apoio.




Na hora da denúncia você precisa saber o que é configurado como injúria racial e o que é considerado racismo. Nós também temos um post explicando a fundo o que é cada um deles
A coisa que precisamos ter em mente é: o ataque foi coletivo? À todos os negros, então é racismo. 
O ataque foi só a você? Atacou a sua subjetividade? Então é injúria Racial.
Saber essa diferença pode ser muito importante, se denunciarmos uma injúria racial como racismo e não encontrarem indícios de racismo (lembra, uma injúria à coletividade), o criminoso sai impune.


Fonte: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/11/racismo-e-crime-saiba-o-que-e-e-como-denunciar



DICAS DE TRATAMENTO PARA NOSSOS FIOS | TAINÁ ALMEIDA

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Fazer um tratamento capilar profundo nos cabelos pelo menos uma vez a cada duas semanas ajuda a recuperar e fortalecer os fios.
Neste post do blog falamos mais sobre cronograma capilar e qual o benefício de cada etapa. http://meninasblackpower.blogspot.com/2013/03/coisa-nossa-cronograma-capilar.html




Os tratamentos mais comuns são com proteína que ajuda a reparar o dano dos fios. A proteína enche os espaços vazios entre as cutículas dos fios.
Uma vez por mês é o período suficiente para diminuir o dano.





* Coco, óleo de abacate e óleo de oliva são conhecidos por penetrar nos fios e nas cutículas quando possível coloque em seu tratamento. Sempre utilize óleos vegetais.


* Colocar uma toalha quente ou touca térmica por 20 minutos ajuda a aumentar a potência de seu tratamento.

*Lavar os fios com água fria para selar as cutículas.
http://cacheia.com/wp-content/uploads/2014/02/lavagem-cabelo-cacheado-crespo.jpg


*Não esqueça das pontas do seu cabelos, elas são a parte mais antiga do cabelo.

* Cuidado ao secar para não esfregar a toalha de banho nos fios.

https://i.pinimg.com/originals/ac/c0/09/acc009040e467fade11aff75351abcba.jpg

*A hidratação é importante, mas precisamos manter em mente que tudo que é demais prejudica. Respeite o tempo de intervalo entre os tratamentos.



MULHERES PRETAS QUE MOVIMENTAM #13 - JENNIFER AYALLEM

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por Karina Vieira

Foto: acervo pessoal
      Por muito tempo as meninas negras não encontravam maquiagem adequada para o seu tom de pele e pra poder se maquiar, faziam "misturinhas" ficar o mais próximo possível do tom da pele negra. Jennifer Ayallem é dessas que há tempos vem subvertendo o que está imposto, ajudando a mulher negra a ficar cada dia mais bonita, além dela mesma ser maravilhosa, como podemos ver aí em cima, não é mesmo?! Conheçam mais dessa linda.

MBP - Quem é você?

Jennifer 
Ayallem - Sou Jennifer Ayallem, 20 anos. Moradora da zona oeste e maquiadora. Mulher, negra, gorda, observadora e determinada!
Foto: acervo pessoal
MBP - Como deu a descoberta da sua negritude?
JA - Descobri quando pequena, mas a autoaceitação de fato veio na adolescência, quando resolvi libertar meu crespo da Guanidina e usá-lo natural. Mas foi bem complicado. Era bem difícil encontrar representatividade. Que eu lembre, nunca tive uma boneca negra para olhar e dizer "nossa, ela parece comigo". 

MBP - O que te levou a escolher a sua profissão?
JA - Foi no colegial. Sempre fui bem moleca, gorda e as pessoas duvidavam da minha sexualidade. Comecei a me maquiar para provar o contrário para as pessoas. Também por não me sentir uma pessoa atrativa, fora do padrão e motivo de chacota. Com o passar do tempo vi que eu não precisava provar nada para as pessoas, mas já estava apaixonada pela maquiagem. Ao longo do tempo senti uma dificuldade enorme em encontrar o tom da minha pele, minhas bases sempre acinzentavam e coloquei na minha cabeça que trabalharia como maquiadora para ajudar pessoas como eu. Nada melhor que você se sentir maravilhosamente maravilhosa [risos].

MBP - Como foi o caminho da sua graduação?
JA - Eu ainda não fiz faculdade. Fiz cursos de maquiador no SENAC, FAETEC e Embelleze, mas aguardem a futura esteticista! 

MBP - Quem são as pretas e pretos que te inspiram? 
JA - Ellen Oléria, Stacey, meu amor vulgo Jalmyr Vieira  e minha mãe.

MBP - Quem é aquela mulher preta que você conhece e quer que o mundo conheça também?
JA - Roseneia Correia.

MBP -  Na sua trajetória profissional o quanto avançamos e o que ainda temos que avançar?
JA - Avançamos em criações e ocupando espaços, mas a caminhada é longa. Em relação à maquiagem, há bastante produtos com o custo alto, mas para trabalhar vale a pena o investimento. Temos um acesso melhor a produtos da nossa tonalidade, mas não é o suficiente, ainda há muita coisa para conquistar.

MBP - Como você lida com a sua estética negra?
JA - Eu costumo lavar e dar hidratações caseiras uma vez na semana, não é sempre que vivo maquiada, mas quase sempre estou mais maravilhosa que sou.

MBP - O que é representatividade pra você?
JA - Representatividade é poder me ver em outras pessoas, ir contra todo esse padrão estético racista e conquistar meu espaço, ser orgulho e motivo de incentivo para meus irmãos.


Conheçam o trampo da Jennifer aqui.

MULHERES PRETAS QUE MOVIMENTAM #12 - DJ TAMY

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por Karina Vieira

Foto: I Hate Flash
       Nas festas mais incríveis aqui do Rio, tem uma hora que não dá pra ficar parada, que todas as músicas babadeiras são tocadas, aquelas que parecem que saíram direto da nossa playlist pessoal. A responsável por isso responde pelo nome de DJ Tamy, a melhor dj do Rio de Janeiro.
        Tamyris - ou melhor, DJ Tamy - é encantadora e faz das festas um local onde ninguém consegue não dançar. Tocando desde Nina Simone até The Internet, a Tamy arrasa muito.


MBP - Quem é você?
DJ Tamy - Me chamo Tamyris , sou preta , Dj, estudante de jornalismo e da moda [risos]. Acho bem difícil eu mesma me definir, mas acredito que eu seja uma pessoa simples em processo de evolução.

MBP - Como se deu a descoberta da sua negritude?
DJ Tamy - Como grande parte das pretas que conheço, foi a transformação com o cabelo que me levou a me conhecer melhor. Quando pequena minha mãe sempre deixava meu cabelo black ou com tranças, porém por volta dos 7, 8 anos, pedi para minha mãe alisar meu cabelo por conta das retaliações que eu sofria na escola. Minha mãe a princípio não queria, porém eu insisti tanto que ela fez minha vontade. Por volta dos 16, 17 anos deixei o processo químico e voltei às minhas raízes de fato. 

MBP - O que te levou a escolher a sua profissão?
DJ Tamy - Basicamente gostar de música. Isso que me levou a escolher ser Dj. Acho que o fato de eu ter estudado música quando criança e me identificar com a cultura Hip Hop me levou a isso também. Fora a música, estou estudando jornalismo, acredito que no meu período de graduação já evolui bastante como pessoa, e quando me formar espero trabalhar pra fortalecer os meus .


Foto: acervo pessoal
MBP - Como foi o caminho da sua graduação?
DJ Tamy - Ainda estou construindo ele, e já está acabando. Minha decisão pelo jornalismo na verdade foi uma segunda opção, eu queria na real fazer faculdade de moda, só que pra gente que é preto surge vários questionamentos né, principalmente da família, será que vai dar certo? é uma boa eu estudar isso? Meu pai não ficou muito feliz com minha escolha por moda e insistiu que eu fizesse algo "mais sério” no ponto de vista dele, aí acabei ficando com minha segunda opção que era jornalismo, e eu até que estou gostando.

MBP - Quem são as pretas e pretos que te inspiram?
DJ Tamy - Creozete Oliveira (minha mãe), Martin Luther King (como ativista e cristão). Na música: Erykah Badu, Queen Latifah , DJ KB e Lauryn Hill .

MBP - Quem é aquela mulher preta que você conhece e quer que o mundo conheça também?
DJ Tamy - Camila Mamede. Ela é engenheira e uma amiga minha de longa data. Tem um pensamento muito sensato em relação a tudo, é inteligente demais. Acho que muita gente tem que conhece-la e se possível trocar uma ideia com ela.

MBP - Na sua trajetória profissional o quanto avançamos e o que ainda temos que avançar?
DJ Tamy - Tenho 9 anos de discotecagem e evoluí porque busquei conhecimento e luto mesmo pra ocupar meu espaço. Sabemos que aceitar uma DJ preta, gorda, que foge totalmente dos padrões que são estabelecidos, não é natural para todos os contratantes, mas graças a Deus tenho comigo só contratantes e marcas fortes e que sabem quem são, que nem eu. Dentro do mercado DJ, entre 100 profissionais, 10 são mulheres. Negras então... temos pouquíssimas ainda. Aqui no Rio, que eu saiba, de mulher preta em ação só tem eu e a Ana Paula Lisboa, que é muitas outras coisas também. A nível Brasil tem outras: a Tati laser, Nai Sena, Pathy de Jesus... Essas que eu conheço. Me impressiona ver dentro do Hip Hop poucas minas pretas discotecando. Por isso que eu boto maior pilha mesmo pras meninas pretas que quiserem entrar nesse mercado, irem com tudo.

MBP - Como você lida com a sua estética negra?
DJ Tamy - Dou preferência a usar produtos pro meu tipo de pele, apesar de não ser uma regra pra mim. No cabelo é muita coisa! Meu cabelo é crespo e eu aproveito a força que ele tem e faço várias mudanças. A cada mês estou com ele diferente. Às vezes deixo solto, outras coloco trança... No momento estou com trança nagô na raiz e cabelo azul preso a elas.
MBP - O que é representatividade pra você?
DJ Tamy - É ser você mesma e ser espelho para os que são iguais a você, mesmo os que estão em processo de autoconhecimento.

Conheça mais do trampo da Tamy aqui.

UM POMPOM PARA CHAMAR DE NOSSO

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por Tainá Almeida

      Este penteado está fazendo a cabeça crespa por esse mundão. Em uma rápida passada pelo YouTube, vemos que várias blogueiras estão fazendo o "penteado das gringas" ou o "Space Buns".
    Aqui na minha casa esse penteado já é um clássico que minha mãe fazia desde quando eu era pequena. Penteado super prático (eu acho) e que era chamado de "Maria Chiquinha". Eu sempre chamo de Pompom mesmo [risos].
       Não é que tem uma foto mais linda que outra? Hoje listamos aqui nosso top cinco de graciosas com pompom encontradas pela rede. Digam se não é para morrer de amores e sair tentando este penteado? 

5 - Ana Lídia 
Um dos pompons mais cheios que já vi!!!  Uma lindeza! 

@analidialopess
4 - Loana Novae
Sério, nunca consigo falar dela. Falta o adjetivo pra dizer que ela está linda. Cadê o dicionário?

@afrog4l

3 - Tássia Reis
Lindeusa com esses pomponzinhos que dão destaque a essas pontinhas descoloridas.

@tassiareis_

2 - Eva Lima 
Mais uma musa crespa com pontinhas descoloridas. E essa maravilha de pompom?

@byevalima

1 - Loo Nascimento 
Esse cabelo só tem pontos positivos e ela ainda descolore e raspa dos ladinhos. O insta dela é de babar!!!! E foi no snap dela que aprendi a dizer pompom.

@loo_ana

       Nós também já fizemos pompom (mas eu não achei justo colocar na lista rs)Olhem aqui, eu e Suzane testando esse pompom.

@tai.ina
@suzanesantos.s

MULHERES PRETAS QUE MOVIMENTAM #11 - KATIÚSCIA RIBEIRO

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por Karina Vieira
Foto: acervo pessoal
       Professora de Filosofia, poetisa, formadora, educadora. Katiúscia Ribeiro é mulher preta em essência. O sentido de comunidade que tento resgatar em vida foi ela que me ensinou. Essa foi uma das entrevistas mais aguardadas por mim e sabem a pergunta que estou fazendo sobre a mulher preta que todo mundo deveria conhecer? Ela é uma das minhas respostas. Não se sai de um a conversa/bate-papo/diálogo com a Katiúscia sem uma troca rica e engrandecedora. Poderia ficar rasgando muitos elogios para ela, mas paro por aqui pra vocês conhecerem melhor.

MBP - Quem é você? 
Katiúscia Ribeiro - Mulher preta de Asè , de luta preta em luta preta!

MBP - Como se deu a descoberta da sua negritude?
KR - Venho de uma família de militância preta. Meu avô era da Frente Negra Pelotense, me levava em reuniões desde de criança; minha mãe, ativista potente, deu conta de continuar essa luta. Aos 15 anos de fato soube o quanto era fundamental lutar para não esvair em dor racial. Meu primo/irmão aos 19 anos foi violentamente assassinado pela polícia, por ser - como em tantos outros casos - "confundido com um bandido". Ao ver seu corpo preto no necrotério e os fortes gritos de minha mãe, percebi que era necessário reagir para não morrer... A ele e por ele persisto. (Ainda dói...) A cada segundo respiro a força de nossos ancestrais para permanecer e prosseguir.

MBP - O que te levou a escolher a sua profissão?
KR - Minha profissão não foi escolhida por mim. Passei no vestibular em Economia, porém fiquei doente e perdi o prazo de inscrição. Tive que entrar nas vagas ociosas com a pretensão de trocar para a primeira opção depois de um período, no entanto cada tentativa de troca foi totalmente sem sucesso e nesse percurso o amor à Filosofia foi se consolidando. Fui vendo nessa uma arma potente na libertação preta. Hoje agradeço aos ancestrais por frustrar todas as tentativas de mudança de curso. Estou e sou realizada nessa escolha. Creio ela foi feita por eles.

Foto: acervo pessoal
MBP - Como foi o caminho da sua graduação?
KR - Difícil e pesado... Mas consegui concluir no tempo preciso.

MBP - Quem são as pretas e pretos que te inspiram?
KR - Qualquer preta e preto que sobrevive a essa masmorra mental de dominação a qual fomos submetidos me inspira... Todos os meios utilizados na busca de nossa emancipação servem como combustível motivacional. "Por todos os meios necessários", como disse Malcolm X.

MBP - Quem é aquela mulher preta que você conhece e quer que o mundo conheça também?
KR - A preta que respira o ventre africano.

MBP - Na sua trajetória profissional o quanto avançamos e o que ainda temos que avançar? 
KR - Cada tijolo colocado é fundamental e preciso. Muito temos que trabalhar e solidificar essa muralha. Me alegra saber que muitos sacos de cimentos já foram utilizados para construção desse muro de resistência, no entanto ainda não está na hora de pausar e respirar. Precisamos continuar a erguer essa muralha preta.

MBP - Como você lida com a sua estética negra?
KR - Tenho um cuidado diário comigo. Entendo que o fortalecimento da estética faz parte desse ato de amar-se a si que o racismo luta para neutralizar. O fortalecimento de nossa autoestima nos renova enquanto seres africanos.


MBP - O que é representatividade pra você?

KR - Só digo: "representatividade importa e muito". Ao olhar o outro, é minha imagem refletida , meu espelho preto.