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DICAS DE TRATAMENTO PARA NOSSOS FIOS | TAINÁ ALMEIDA

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Fazer um tratamento capilar profundo nos cabelos pelo menos uma vez a cada duas semanas ajuda a recuperar e fortalecer os fios.
Neste post do blog falamos mais sobre cronograma capilar e qual o benefício de cada etapa. http://meninasblackpower.blogspot.com/2013/03/coisa-nossa-cronograma-capilar.html




Os tratamentos mais comuns são com proteína que ajuda a reparar o dano dos fios. A proteína enche os espaços vazios entre as cutículas dos fios.
Uma vez por mês é o período suficiente para diminuir o dano.





* Coco, óleo de abacate e óleo de oliva são conhecidos por penetrar nos fios e nas cutículas quando possível coloque em seu tratamento. Sempre utilize óleos vegetais.


* Colocar uma toalha quente ou touca térmica por 20 minutos ajuda a aumentar a potência de seu tratamento.

*Lavar os fios com água fria para selar as cutículas.
http://cacheia.com/wp-content/uploads/2014/02/lavagem-cabelo-cacheado-crespo.jpg


*Não esqueça das pontas do seu cabelos, elas são a parte mais antiga do cabelo.

* Cuidado ao secar para não esfregar a toalha de banho nos fios.

https://i.pinimg.com/originals/ac/c0/09/acc009040e467fade11aff75351abcba.jpg

*A hidratação é importante, mas precisamos manter em mente que tudo que é demais prejudica. Respeite o tempo de intervalo entre os tratamentos.



UM POMPOM PARA CHAMAR DE NOSSO

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por Tainá Almeida

      Este penteado está fazendo a cabeça crespa por esse mundão. Em uma rápida passada pelo YouTube, vemos que várias blogueiras estão fazendo o "penteado das gringas" ou o "Space Buns".
    Aqui na minha casa esse penteado já é um clássico que minha mãe fazia desde quando eu era pequena. Penteado super prático (eu acho) e que era chamado de "Maria Chiquinha". Eu sempre chamo de Pompom mesmo [risos].
       Não é que tem uma foto mais linda que outra? Hoje listamos aqui nosso top cinco de graciosas com pompom encontradas pela rede. Digam se não é para morrer de amores e sair tentando este penteado? 

5 - Ana Lídia 
Um dos pompons mais cheios que já vi!!! ❤ Uma lindeza! 

@analidialopess
4 - Loana Novaes 
Sério, nunca consigo falar dela. Falta o adjetivo pra dizer que ela está linda. Cadê o dicionário?

@afrog4l

3 - Tássia Reis
Lindeusa com esses pomponzinhos que dão destaque a essas pontinhas descoloridas.

@tassiareis_

2 - Eva Lima 
Mais uma musa crespa com pontinhas descoloridas. E essa maravilha de pompom?

@byevalima

1 - Loo Nascimento 
Esse cabelo só tem pontos positivos e ela ainda descolore e raspa dos ladinhos. O insta dela é de babar!!!! E foi no snap dela que aprendi a dizer pompom.

@loo_ana

       Nós também já fizemos pompom (mas eu não achei justo colocar na lista rs). Olhem aqui, eu e Suzane testando esse pompom.

@tai.ina
@suzanesantos.s

#FALANDODETRANSIÇÃO: DA QUÍMICA AO NATURAL EM 7 PASSOS

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por Élida Aquino

Foto: Nate White
      Usei relaxante a maior parte do tempo em que apliquei químicas. Dos três aos dezoito anos, basicamente. Eu sei, é um passo enorme entrar em transição se seu cabelo é religiosamente quimicado a cada dois ou três meses. Você vê um pouco de raiz crescida e pensa automaticamente que "é hora de fazer o cabelo"; nota a raiz bem maior, congela diante do volume natural, acha que não tem jeito pra "esse cabelo" e a primeira vontade que vem é a de relaxar ou alisar ou qualquer coisa que mude o quadro; resiste, se vira, mas quando dá de cara com a diferença gritante entre as texturas e o medo de perder seu amado comprimento, correr pra química mais próxima parece a primeira opção. Te entendo. Foi assim comigo. Até desisti da transição e comecei com "sustinhos", só para "abrir os cachos". Depois de entender meus motivos para romper com tudo isso e perceber que minha textura natural era idêntica à textura com química, consegui completar o ciclo. Mesmo não sendo simples e pedindo uma nova forma de pensar você como um todo, deixar procedimentos químicos não é uma missão impossível e existem opções que tornam a caminhada mais leve. Esse post é uma mistura das minhas experiências pessoais e coisas que li. Bom ressaltar: não é um ataque a quem usa química, ok? A ideia é auxiliar quem opta pelo natural.
      Bem, existem duas opções básicas para ir da química ao natural: a transição, fazendo cortes eventuais (ou não) enquanto o cabelo natural cresce; o Big Chop, quando toda a química é retirada de vez com o corte, independente do comprimento do cabelo natural. Qual a melhor? Você decide! Não há um jeito certo e o que importa é como você se sente mais confortável, também como seu cabelo estará durante e ao fim do processo. É importante saber que a transição apresenta desafios além dos que citei acima: você pode lidar com pontas duplas, diferença de texturas, talvez quebra entre a parte com química e a natural, etc. Não desista. 

Mais sobre transição:
Você já entendeu que é uma maneira de evitar aquele corte radical e que o processo é eliminam a química enquanto seu cabelo natural cresce, apenas aparando a parte que tem química, certo? Leva um tempo e pede paciência, mas para muitas vale a pena esperar ao invés de sofrer com o corte. Aparar não é obrigatório, mas ajuda a manter a quebra sobre controle e dá ao cabelo uma aparência mais saudável.

Prós da transição:
1. Você tem tempo para aprender bastante sobre as características particulares do seu cabelo.
2. Se você não curte o cabelo curto, pode evitar o desconforto enquanto espera o crescimento do seu cabelo.
3. Durante a transição você pode aperfeiçoar suas habilidades no cuidado com seu cabelo, praticar vários penteados e etc.

Contras da transição:
1. Seu cabelo muito provavelmente vai apresentar texturas diferentes e em alguns momentos esse fator pode ser bastante incômodo. A dica é texturizar com técnicas como twists, dedoliss, bantu knots, flexi rods e por aí vai.
2. Como já disse, o processo de transição leva mais tempo do que partir logo pro BC. 


Foto: Nate White
Agora vamos aos 7 passos práticos que vão te ajudar nesse período?
PASSO 1 - Mantenha seu cabelo hidratado
A maior luta na transição é impedir/controlar a quebra causada pelo ressecamento, danos que o uso de química trouxe... Faça o que puder para manter o cabelo hidratado, estabeleça uma rotina de cuidados saudável e regular (não vire alok do cabelo, viciada em tratamentos, por favor!). 
Olha a dica:
1. Usar óleos vegetais puros como óleo de coco ou azeite extra à noite, antes de dormir. Aplique por mechas, enluve, faça twist ou coquinho ao final (é só uma sugestão, mas vale a pena fazer pra manter a organização dos fios e até reter o produto aplicado). Isso ajuda na reposição de nutrientes que fortalecerão a linha que divide a parte natural e a com química no fio.
2. Antes de aplicar o shampoo, aplique um pouco de condicionador antes, faça umectação usando óleos vegetais (os mesmos procedimentos da dica anterior) ou prepare uma misturinha (pré-poo, como nessa sugestão aqui). Ajuda a proteger os fios das agressões que shampoos promovem. Enquanto limpam, levam a oleosidade boa junto com a sujeira.
3. Escolha bem seu shampoo e prefira os que são sem sulfato, mais hidratantes e etc. Indico o Ox Plants Hidratante (com sulfato, mas achei super suave e uso frequentemente) e Makeda Shampoo Nutritivo*. 

PASSO 2 – Faça tratamentos profundos
Use máscaras e misturinhas mais elaboradas. É legal pensar até em um cronograma simples para organizar seus cuidados de nutrição, hidratação e etc. (só não vire a aficionada por tratamentos!). Tente fazer um tratamento profundo uma vez a cada 7 dias em sua casa ou, se puder, procure um profissional que entenda sua necessidade e faça tratamentos eficazes.
Olha a dica:
1. Use maionese. Sim! Pode parecer estranho, mas ela é excelente na tarefa de promover hidratação (e vale como pré-poo também!). Vocês vão vê-la entre as indicadas entre os tratamentos com proteína. Aplique pura, misturada com uma boa máscara ou óleo vegetal, por exemplo. Deixe agir por cerca de 30 minutos, enxague, condicione. Um bom tutorial aqui.

PASSO 3 – Evite aplicações de calor
É tentador usar chapinha, escova e por aí vai. Muitas fazem e estão indo bem, mas uma ideia coerente é não aplicar tanto calor nos fios. Essas ferramentas são bem agressivas e podem acelerar a quebra na linha de divisão, onde o fio está mais frágil. Durante a transição evite o uso, e, se necessário, tente usar só uma vez por semana, no máximo. Se você precisa muito e não tem jeito de não usar, reforce ainda mais os tratamentos e vá com cuidado e carinho, tanto na sua linha de divisão quanto sobre sua parte natural que está em crescimento.

PASSO 4 – Modere a lavagem
Isso complementa o cuidado com a hidratação. Lavar o cabelo com muita frequência impede que ele aproveite a oleosidade natural e benéfica. Limite a quantidade de lavagens. Tente lavar uma vez por semana, por exemplo. Assim há tempo suficiente para a oleosidade natural revestir os fios.
Olha a dica:
1. Se liga no co-wash! Essa técnica pode substituir a lavagem total ou parcialmente (aí você entra no mundo do low ou no poo). A ideia é usar o condicionador com composição liberada, que possui agentes de limpeza, no lugar do shampoo. Saiba mais aqui. 

PASSO 5 – Alimentação balanceada ajuda
A manutenção de vitaminas e minerais é importante para a saúde em geral e faz diferença na saúde dos fios. Verifique se seus níveis de vitamina D e vitamina A estão em dia, consulte uma/um especialista e pratique um estilo de vida. Procure saber sobre o uso de suplementos vitamínicos também. Eles podem fortalecer e até acelerar o crescimento. 

PASSO 6 – Evite produtos químicos
Embora possa parecer um conselho óbvio, tente ficar longe de permanentes, relaxantes e afins no período de transição. Além disso, evite tinturas e descolorantes, já que também causam danos significativos. Busque sempre alternativas o mais naturais possíveis.

PASSO 7 – Inspire-se, liberte-se e divirta-se
Observar casos que deram certo, Meninas que conseguem criar com o próprio cabelo e trocar ideias sobre o assunto, ajuda bastante e te deixa mais segura. Aproveite o momento, toque seu cabelo, teste produtos e penteados, novos acessórios, pergunte bastante. A maioria de nós cresce sem saber como o cabelo se comporta e como ele pode ser maravilhoso (contrariando o que sempre disseram sobre ele). Esse é o seu momento! Se descubra. Com certeza saber seu cabelo abrirá portas muito maiores nesse universo de possibilidades que você é.

PASSO BÔNUS – Não ligue pra quem não pode ajudar
Opiniões negativas disfarçadas de "sugestões" ou conselhos amigáveis vão surgir. Muita gente vai querer saber se você está em depressão, o motivo de "não se cuidar mais" ou suas razões para assumir "esse cabelo". Vão dizer que o liso combina mais com seu rosto ou que preferem te ver desse ou daquele jeito. Lembra do passo anterior? LIBERTE-SE. Inclusive da necessidade da aprovação de outras pessoas. Esteja e caminhe segura. Você decide o que fazer com seu corpo e ninguém pode ter maior poder sobre você mesma. 

É isso aí, Menina! Espero que essas ideias te ajudem. Se quiser compartilhar dúvidas, experiências e dicas também, fique à vontade. Beijos!
* Não é publieditorial.
** Fonte: BlackHairOMG

FORA DO PADRÃO - IDENTIFIQUE (E AME) SEU TIPO DE FIO

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por Élida Aquino

Foto: gvldslxgs | Modelo: abellejesuis

      A tabela que agrupa tipos de fio é certamente uma das primeiras informações recebidas quando a pesquisa sobre cabelos crespos ou cacheados naturais começa. Conhecem? Bem, algum tempo ajudando na circulação de informações sobre cabelos naturais me fez notar a busca crescente por padrões específicos (e muitas cabeças frustradas por não descobrirem o cabelo dos sonhos por baixo da química restante). Já escrevi sobre isso aqui, aliás. Digam: tentar conhecer o próprio cabelo não carrega em si a proposta contrária? Nessa "jornada" não buscamos entender o cabelo que temos, quem somos com ele, se ele nos satisfaz independente da opinião das pessoas e etc.?
       Recentemente um texto publicado em Naturally Curly me fez repensar essa questão. "Qual o meu tipo de fio?" com certeza é uma das perguntas que mais leio. Antes de tudo é bom contar que há muitas coisas para saber além de determinar se os fios são 3c ou 4b! A busca desesperada por se encaixar numa categoria acaba criando a ideia de um tipo desejável e outro não, o bonito e o feio. É assim que voltamos ao velho cabelo bom vs. cabelo ruim. Conhecer os próprios fios, considerando que cada cabelo é único, é o mais importante e a será só um apoio. Quando entendemos bem a estrutura do cabelo que temos, podemos observar blogueiras ou vloggers que tenham cabelos semelhantes, escolher produtos de maneira cada vez mais acertada, identificar as fragilidades e, principalmente, aprender os potenciais que o tornam maravilhoso do jeito que é.
      A Charlene, autora do artigo que mencionei acima, destacou 4 coisas para procurar saber sobre o cabelo natural, além de buscar por um padrão específico de cacho. Vejam:

1. A espessura do fio:
Texturas refletem diretamente as diferentes espessuras dos fios e as espessuras podem ser vistas de 3 formas: finas, médias ou grossas. Fios com espessuras finas são delicados e, por causa disso, mais propensos à quebra. Acontece principalmente diante de manipulação frequente e exagerada. Os mais espessos são muitas vezes mais fortes e podem aguentar a manipulação sem tantos danos. Compreender a espessura dos fios ajuda na reavaliação dos cuidados e hábitos do cotidiano ou na escolha dos produtos testados, por exemplo.

2. A densidade
Isso significa a quantidade total de fios que possuímos. A quantidade de fios pode variar entre quem tem texturas muito semelhantes e os resultados de um mesmo tratamento ou penteado, por exemplo, podem se mostrar diferentes em cada cabelo. Dica: quem apresenta baixa densidade pode contar com o auxílio do pente garfo ou pente de dentes bem largos para desfazer os cachinhos perto da raiz e ganhar mais volume. Também é bom optar por produtos leves, como leite desembaraçante, gel ou leave in aquoso. Eles não pesam nos fios e não anulam o volume que os fios já possuem.

3. A porosidade
É a capacidade que os fios têm de absorver a hidratação. Acreditem, é uma das características que mais pede observação, sabendo que principalmente os crespos são propensos ao ressecamento. Existem três níveis de porosidade: baixo, normal e alto. Em cabelos com baixa porosidade a hidratação penetra com maior dificuldade, mas quando hidratados corretamente perdem a hidratação mais lentamente. Nos com alta porosidade acontece o inverso: eles absorvem fácil a hidratação – aquela sensação de que o cabelo "sugou" a máscara ou a misturinha do tratamento – mas perdem com a mesma rapidez. Depois de entender qual o estado de porosidade dos fios, a forma de pensar os cuidados muda ainda mais. Selar a hidratação corretamente torna o nível de porosidade cada vez menor e o cabelo ficará mais hidratado ao longo do tempo. Também é um fator que influencia na retenção do crescimento, quebras e danos graves e etc.

4. A elasticidade
Mede a capacidade de extensão dos fios.  Se o cabelo não retorna à mesma conformação inicial depois de puxar, provavelmente tem baixa elasticidade e ela influencia na quebra dos fios. Pesquisas dizem que não existe elasticidade se há o fornecimento entre a hidratação e proteína está desequilibrado. Se a elasticidade está baixa é preciso optar por produtos e tratamentos que possuam proteína na composição e, para evitar sobrecarga, balancear com produtos hidratantes.

Como são os fios de vocês e como vocês estão suprindo as necessidades deles, Meninas? Compartilhem aqui!

"TENTA PRA VER!" - GABRIELO GABRIELO E O BC

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por Grupo de Trabalho Moda e Beleza

Foto: Gabrielo Gabrielo
      Hoje a gente conta com a presença especial desse muso que arrasa e faz a gente se divertir demais (assista aos vídeos aqui)! Ele acabou de fazer o corte e deixou esse depoimento tão maravilhoso quanto ele pra dividir um pouco a sensação desafiadora e ao mesmo tempo encorajadora de entrar em contato com o próprio cabelo. Você está num momento de transição, cogitando o BC ou pensando em como é o seu cabelo de fato? Então vem aqui ler o que ele tem pra contar e, como de costume por aqui, inspire-se!

"Confesso que ainda dói um pouco ver que 60 ou 70% do meu cabelo foi embora... 
Mas foi por uma boa causa. Falam tanto de cabelo ruim e cabelo bom, quando na verdade o que arrasa mais é o que veio ao mundo de um jeito e permanece da mesma forma. Eu - já que muita gente não me aceitava nem um pouco com cabelo crespo ou cheio - fazia questão de aplicar produto químico pra no mínimo baixar o volume. Há uns meses atrás decidi mudar isso! Fiz meu corte de pontas. Como as pontas estavam cacheadas, escondiam o dano que a química causou na estrutura do meu cabelo. Ali estavam elas... As sequelas deixadas no resto do “belão”. Estavam à mostra. Eu já imaginava que elas iriam aparecer, mas foi preciso fazer! Mesmo assim não tive coragem suficiente pra jogar fora o que me restava... Me contentei com trapos! Decidi depois de um tempo: "Cansei desses arames feios! Isso é um cacho? Uma onda? O que é?". Esse sim é o cabelo que precisa ser domado: o danificado. Ou você se contenta com essas formas estranhas que essas tais empresas de relaxamento "zicas" colocam no seu cabelo, ou aceita o teu natural. Tanta gente não tem noção de como o próprio natural é lindo! Deixa ele crescer, vê pelo menos a sua raiz. Agora multiplica ela por 10. Por 50... Por 100 centímetros além... Olha que lindo! Não são só as modelos de revista ou as dançarinas da Beyoncé que fica bem assim, não. Experimenta pra ver! Dói em mim agora, mas daqui há pouco eu espero ver ele a coisa mais linda desse mundo. Eu amo o meu cabelo, do jeito que ele é! Beijos!"

#FALANDODETRANSIÇÃO COM KARINA VIEIRA

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por Karina Vieira
     Voltando àquele papo sobre o quanto é empoderador ver as minas tudo assumindo seus cabelos crespos, sendo do comprimento que for: bem, passar pelo BC é difícil, doloroso e por muitas vezes pensei que não aguentaria a pressão, afinal há muita gente ao seu lado, mas também há um monte pra testar sua fé. Porém o mais difícil está por vir. O cabelo que está crescendo só encontra sustentação se estiver firmado em raízes e essas estão dentro da cabeça.
     Como li várias vezes durante a semana, assumir-se crespa começa na estética, mas precisa ser algo além. As piadinhas dos amigos mais próximos começam a perder a graça. A invisibilidade midiática fica mais gritante. O fato de você não ver pessoas como você nos lugares de poder incomoda cada dia mais. Ver corpos pretos sendo mortos e arrastados fica latente, deixa de ser apenas número e passar a ser sentido na própria pele.
     Aí começa a verdadeira revolução. A estética vira política e eu só encontrei sustentação quando me amparei no Coletivo, quando percebi que a mudança que começava em mim só fazia sentido se reverberasse nos meus. O coletivo não tem esse nome à toa. Ele só existe porque não é feito de "eu", mas sim de "nós". 
Estética é política, sim. Ou pelo menos pode ser o começo.

KIT MBP - LAIS REVERTE

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por Grupo de Trabalho Moda e Beleza

    E aí, Meninas?! Prontas pra mais uma dica diretamente da nossa equipe?! Então venham aqui. A maravilhosa de hoje é a Lais. A listinha é curta e eficiente, especial para as mais práticas ou que mudam muito de cara quando estão por aí. Aproveitem! 

2 - Grampos
3 - Pente garfo
4 - Presilha pro cabelo em forma de pente

PRETA, SEU DIA É SEMPRE!

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por Coletivo Meninas Black Power


      25 de Julho, Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha e da lembrança de Tereza de Benguela, ícone da resistência ente mulheres negras no Brasil. Um dia todo nosso desde 1992, quando a data foi criada, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas.
      Você deve ter notado que não falamos nada antes, né? Sim, desta vez chegamos propositalmente atrasadas, mas não esquecemos. Queremos lembrar que esta data deve transcender um dia específico, especialmente dentro de cada uma de nós. Mesmo diante da objetificação dos nossos corpos, diferenças expressas nos salários ou nas oportunidades, privações e violências, solidões e tantas outras coisas que podem querer deixar a vida mais triste, lembre agora mesmo o quanto você é preciosa para nós e para o mundo. "Nossos passos vêm de longe", como nos ensina o livro, então perceba nossos avanços, nossas conquistas. Continue caminhando. Estamos vivas e lindas! Seja espelho para as outras e reflita em você mesma os valores construídos através dos tempos. Ame quem você é, a mulher que você se torna todos os dias, viva feliz, divida suas dores e não pare de brilhar.
      Para nós, integrantes do Coletivo Meninas Black Power, cada mulher preta que atravessa nosso caminho com experiências, lutas e alegrias para compartilhar, possui valor inestimável. Nosso coração bate mais forte ao perceber o quanto somos lindas nessa diversidade de texturas, tons, formas e ideias. Queremos agradecer por nos potencializar e dizer o quanto sentimos orgulho de cada empreendedora, estudante, profissional, pensadora e tantas outras coisas que brotam e evoluem diante dos nossos olhos. É um prazer desenvolver conteúdos que dialoguem com nossas necessidades, mas fica melhor quando podemos ouvi-la, abraça-la e receber todo o carinho. Assim sentimos que somos muitas, somos todas. Não estamos sozinhas e é maravilhoso saber que você caminha com a gente. Você é incrível e não podemos deixar de te dizer.
Muito obrigada, preta!
Seu dia é sempre.

KIT MBP - ARIELLY SANTOS

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por Grupo de Trabalho Moda e Beleza

      Voltamos! Continuando nossa série, conheçam hoje os produtos favoritos da Arielly. As dicas dela são ótimas, especialmente pra Meninas que sempre pesquisam sobre jeitinhos de corrigir as sobrancelhas. Vocês vão adorar! Confiram!
2 - Base TimeWise, Bronze 2, Mary Kay - R$ 59,90
3 - Batom Extra Lasting, Café, Avon - R$ 14,99
4 - Presilha pro cabelo em forma de pente
5 - Elseve Óleo Extraordinário, L'Oréal - R$ 27,89
7 - Fita ou elástico pra fazer afro puff

UM JORNAL PRA CHAMAR DE NOSSO – MBP ENTREVISTA ETIENE MARTINS

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por Élida Aquino

Ilustração: Jornal Afronta
    Vocês já sabem e soa como um mantra por aqui, mas vou escrever novamente: representação é importante. Entre tantos casos diários, conhecidos ou não, de racismo e suas variações, tantas dores que o cotidiano ainda causa aos corpos pretos que circulam pelo mundo, meu coração vibra e se fortalece quando vejo mais e mais casos de resistência doce, posicionada com criatividade, produzindo conteúdo que nos une enquanto comunidade, que mostra nossas potencialidades e proporciona a visão do lado bom (que, com fé, um dia vai superar todos os outros lados da história) de sermos nós. Foi essa a sensação de conhecer o Jornal Afronta, surgindo diretamente de Minas Gerais. O lançamento aconteceu no último dia oito de Julho, na Casa Una de Cultura em Belo Horizonte. A seguir vocês conferem a conversa que tive com Etiene Martins, idealizadora do Afronta e uma jornalista que representa. Entendam melhor quem ela é, o que é o jornal e apaixonem-se por esse espaço que é todo nosso!
Vick, Etiene e Dandara no lançamento do Jornal Afronta - Foto: Jornal Afronta
MBP - Começa contando pra nós quem é você, de onde vem, sua formação e etc.
Etiene Martins - Eu sou graduada em Jornalismo e em Publicidade e Propaganda. Iniciei minha carreira como repórter da Revista Raça Brasil em 2010, quando eu ainda cursava o terceiro período de jornalismo, posteriormente fui convidada para ser assessora de comunicação do Festival de Arte Negra que é realizado em Belo Horizonte. Sempre aliei as minhas duas paixões: o jornalismo e a cultura negra.

MBP - Como é a história do seu cabelo? Ele influenciou de alguma forma na construção do Jornal Afronta?
EM - No meu processo de politização e de me "tornar negra", eu também redescobrir a minha estética afrodescendente e depois de 25 anos alisando o cabelo, no mês da primeira edição do Jornal Afronta, comemoro meu primeiro ano de adeus à química. Esse processo foi crucial na construção desse trabalho, pois a autoestima negra faz parte da linha editorial do jornal. A nossa verdadeira beleza com o nosso verdadeiro cabelo.
A transição - Fotos: Acervo pessoal
MBP - Como surgiu a ideia de criar um jornal como o Afronta?
EM - Diante da falta de espaço para os nossos assuntos, demandas e culturas na mídia convencional, tive que recorrer a uma ideia que surgiu no Brasil em 1915, que é a Imprensa Negra, e através dessa imprensa dar voz mais uma vez ao povo negro. 

MBP - Por quanto tempo o jornal foi planejado até que estivesse em circulação?
EM - Desde de 2012 venho pensando e elaborando esse projeto, mas só agora conseguimos colocar o Afronta na rua.

MBP - Ao acessar a página do jornal vemos que a definição da ideia é "jornalismo étnico racial". O que isso quer dizer?
EM - Um jornalismo com a nossa cara, linda, preta, crespa e cheia de autenticidade.

MBP - Como funciona a equipe que trabalha na criação do jornal? 
EM - Trabalhamos com consciência e amor às nossas raízes e ao nosso povo. A equipe é pequena, mas bem articulada. Conta com um fotógrafo, uma revisora, um diretor de arte e uma jornalista. 
Galera reunida no lançamento do Jornal Afronta - Foto: Jornal Afronta
MBP - Sabemos bem a relação entre mídia e racismo. Como você enxerga que publicações afirmativas, como o Afronta, por exemplo, podem provocar o efeito contrário? Como podem promover o efeito de educar para a igualde e também fortalecer a comunidade negra, fazendo com que ocupe espaço de destaque?
EM - O Jornal Afronta veio para reforçar as nossas lutas por uma mídia livre, independente, anti-burguesa, anti-capitalista e bem demarcada ao lado do povo negro brasileiro. Uma imprensa de combate que evidencie sim que nosso povo negro brasileiro existe e tem uma cultura, tradição e beleza valiosa,  mesmo que tentem nos negar isso. 

MBP - E de que forma você entende que o jornal pode empoderar a população negra, especialmente mulheres negras? 
EM - A mulher negra sempre leu revistas sem se ver retratada nelas, sem estampar as capas, sempre sendo menosprezadas e invisibilizadas. O Afronta veio suprir essa demanda que as outras mídias não cobrem. O Afronta empodera sem se render aos estereótipos tão comuns propagados pela mídia branca brasileira colocando nossas mulheres nas capas, ocupando um espaço que também é nosso por direito . 

MBP - Quais pautas você considera mais relevantes entre os assuntos que permeiam a comunidade negra no Brasil e no mundo atualmente? 
EM - Nossa, são tantas! Mas a inserção no mundo acadêmico e profissional é de extrema importância, assim como o direito às práticas religiosas sem censura. O genocídio do jovem nem se fala. O poder ser negra por dentro e por fora, na pele e no cabelo e ser respeitada em todos os lugares. 
Muito #crespoamor e Jornal Afronta na Feira Ébano - Foto: Jornal Afronta
MBP - Concordamos! Agora vamos falar do lançamento. Como a primeira edição foi recebida? Quais assuntos ela abordou? 
EM - Foi recebida com muita festa, alegria e entusiasmo, afinal nosso povo encontra-se ansioso por um espaço digno na mídia. A primeira edição foi permeada por nossa beleza, falando de um evento que reuniu centenas de pessoas para celebrar a beleza do cabelo crespo em BH. Falamos também da tradição dos turbantes. O entrevistado dessa edição foi o doutor e escritor negro Edimilson Pereira de Almeida e o colunista convidado foi o carioca Ras Adauto, que vive em Berlim há mais de uma década. A matéria de capa ficou por conta da Marchas das Mulheres Negras que mobilizou mulheres do Estado de Minas inteiro e levou todas para a rua, exigindo seus direitos. 

MBP - O que podemos esperar das próximas edições? 
EM - Assuntos que comuniquem o cotidiano do povo negro brasileiro na cultura, política, beleza, educação. Pretendo falar de tudo um pouco. 

MBP - Em que locais o jornal está disponível? Pretendem abranger outros Estados? Quais e quando? 
EM - Atualmente o jornal está disponível em galerias de artes, botecos, salões de beleza, rodas de samba, universidades, feiras e eventos em que o nosso povo circula na grande BH. Na próxima edição pretendemos atingir os Estados de Rio de Janeiro e São Paulo e pouco a pouco ocupar nosso país.

É isso, Meninas. Que ideia genial, né?! 
Não deixem de curtir a página do Jornal Afronta aqui e acompanhem todas 
as novidades que virão. Beijos!