VAMOS FALAR DE TRANSIÇÃO?



    Toda pessoa no período de transição necessita de muito apoio. O dia é longo, "fulana" trabalha, estuda, faz muitas coisas, e assim desfila com seu cabelo metade natural/metade química por diversos lugares. Ao chegar em casa, muitas dessas escutam repreensões de seus familiares e até de seus companheiros. O sentimento é ruim, a vontade de desistir só aumenta. Mas onde está a força? Em você! Transição é um processo difícil, não é à toa que tem esse nome, desde quando mudar foi fácil? Escute você mesma. No seu interior há uma certeza de que é essa a sua decisão. Então segure as pontas (ops, as corte!) e tenha força! Sua identidade está em jogo...
    Tape os ouvidos para as críticas desconstrutivas e enxergue o que te motivará. Não é fácil, principalmente na família. Explique seus motivos pra quem deve explicação e permaneça. Podem não te incentivar, mas, te amando, respeitarão. O resultado irá te surpreender. Se tiver dúvidas disso procure na internet vídeos, depoimentos e outras formas nas quais meninas exibiram suas transições, como cuidaram e como estão felizes  agora, completamente naturais. Nada como olhar no espelho e ver-se inteiramente bela, com essência. Você vai se orgulhar e de inspirada passará a inspirar outras pessoas! Contudo, não desista. Pense antes de responder às críticas, ou não responda. E quando elas vierem de pessoas importantes explique à elas o que sente, transpareça. Seja firme, seja forte! Você é bela, à sua maneira! Abaixo estão exemplos de sucesso. As Meninas da equipe contam seus casos de transição ou deixam dicas. Falam sobre como passaram por essa fase, como os relacionamentos (especialmente os amorosos) influenciaram e como estão agora. Se elas chegaram, você chega também. Acredita.

"A transição do meu mega cabelo alisado, maltratado pela famosa "agressiva" (proguessiva) foi bem difícil. No começo não houve apoio da família, todos achavam de extrema loucura eu cortar o meu, até então, enorme cabelo para poder deixa-lo crescer naturalmente e enfim ficar crespo (LIIIINDO!). O único que se dizia fiel à causa e apoiava, na época, era o meu ex boyfriend. Conversávamos sobre o assunto e o apoio era total, isso me motivava demais. Nos três primeiros meses, quando a situação fica bem crítica, aquela parte chatinha de transição onde tudo fica feio, ele continuo ali, me achando linda (isso era o que ele dizia pra mim). Mais alguns meses se passaram e ele terminou comigo, sem motivo algum. Depois de um tempo, conversando com amigo que temos em comum, ele me revelou que meu ex odiava a ideia de eu querer assumir o meu crespo, detestava meu atual cabelo. Poucas semanas após o término ele apareceu namorando uma menina de cabelo mega liso, liso no estilo "japinha" sabe?! Fiquei mega triste, sofri com aquilo tudo, pois não esperava sofrer preconceito de uma pessoa que era tão próxima de mim. Depois de todo esse caos, percebi que, por mais "vadio" que ele tenha sido, o falso apoio dele foi muito importante pra mim, pude perceber que o que nós tínhamos não era amor (já que espero que a pessoa que me ame, me queira por perto do jeito que sou: CRESPA!). Então é isso, minhas lindas. Entre alisar o cabelo e ter o gato de volta, prefiro ser eu! Me amar, me olhar no espelho me sentindo linda com a autoestima lá em cima, isso é essencial." 
- Estephani Peçanha

"Parece que tudo que nos faz bem ou não nos incomode, aos olhos de uns e outros parece um desgosto. Nosso cabelo é um desses fatores. Tem gente que ri, tem nojo e não entende o porquê de você não alisar ou prender esse cabelo "rim", "duro". O mais engraçado é que não consigo entender o motivo de tanta preocupação e até neura com quem se assume do jeito que é, está muito bem assim (e agora não falo só de cabelos, mas de corpo, estilo... enfim). Tem gente que aceita ou finge aceitar e tem gente que não entende por questões de ignorância. Sinceramente alguns caras são desses que assemelham cachos ou crespos, com descuido, coisa de mente pequena. O melhor a fazer é continuar sendo quem é, do seu jeito, e se não agrada ele, questione se ele gosta do seu cabelo alisado ou de você, aliás ele já não sabia que ele não era liso? Não se mostre fraca, nem triste diante disso; pelo contrário, mostre a ele o quanto você se acha e é bonita e quantas pessoas também acham isso, inclusive opiniões masculinas [risos]. Ah! Se ainda assim ele não ligar e reclamar do seu cabelo, dê uma peruca lisa pra ele e procure novos ares. Viva, livre, leve e solta!
- Manuela B. Silva

"Eu, graças a Deus, tenho total apoio da família... Meu marido até diz como ele quer, qual acessório gosta. Ele só não curte muito quando eu deixo cheio e sem cachos. Minha filha mais velha tem maior orgulho e a mais nova arruma o "blackinho" dela na frente do espelho. Só quem faz piadinhas às vezes é o meu pai, mas nada que vá me abalar; afinal, se tenho um black é por culpa dele. Acho que sou abençoada!" 
- Renata Morais

"Estou em transição há mais ou menos dois anos. Faço relaxamento nos cabelos desde os meus sete anos de idade, hoje tenho vinte e cinco. Fui escrava por dezesseis anos e um belo dia surgiu a curiosidade "como é o MEU cabelo?" Não fazia ideia. Eu imaginava um cabelo cheio, ressecado, feio, sem forma, sem jeito... olha só quantos adjetivos. E eu me surpreendi! A raiz alta não me incomodava, pois eu nunca fiz relaxamento para alisar, era apenas para estragar, digo, soltar os cachos. E a coisa foi indo, cada dia, mês que passava eu sentia mais orgulho da minha decisão e, enquanto isso acontecia, a minha família arrumava mais adjetivos para a minha "muafa", como alguns o chamam. Nesse meio tempo conheci o meu namorado e ele junto com os meus amigos são os maiores incentivadores. Até num bad hair day ele elogia o meu cabelão. Hoje eu aprendi a respeitar o meu cabelo e não há nada nem ninguém nesse mundo que me fará mudar de ideia. Não tive coragem de cortar tudo, mas assumir e enfrentar já é um grande passo. Eu até tento entender os mais velhos, afinal a ditadura da beleza castiga e acaba ditando muitas regras que ainda bem que 
estamos aqui para tentar derrubá-las."
- Dani Miranda

"Comecei minha transição por causa do erro de uma cabeleireira. Um salão tosco, relaxamento mais forte e já era um cabelão. Perdi quase tudo. Só por essa perda de cabelos eu já enfrentei reprovações. Encontrei MBP numa comunidade, conversei muito sobre cabelo crespo e tudo que lia e aprendia se misturava com a vontade de ter um cabelo meu. Toda vez que eu dizia "um dia quero ter cabelo black" alguém respondia: "acho que não vai dar", "tem certeza?". Pra eles era impossível ver alguém que usava prancha todo dia sendo crespa. Mas... eu sempre fui crespa do cabelo cheio, gente! O tempo passou, os motivos mudaram, entendi que era uma revolução de dentro pra fora e não um caso de estilo. Um dia, na escola, minha amiga cortou com tesoura de papel. Sim, de papel! No fim das aulas estava basicamente sem cabelo e com vergonha de pegar o ônibus. Minhas amigas riram, se assustaram, me emprestaram um casaco com capuz. Cheguei em casa e me escondi. No dia seguinte minha mãe e minha irmã riram de mim e pensei que meu cabelo nunca mais cresceria. Só que ao mesmo tempo sentia "o meu cabelo" de volta, sabe? Corri pra fazer tranças, usei por quase nove meses e toda vez que trocava ele estava um pouco maior. Quando resolvi ficar só com meu cabelo a casa caiu. Até dinheiro me ofereceram pra alisar de novo! Tive que encarar minha vó e ela era a pior inimiga do meu crespo. Nesse mesmo período conheci um cara que amou meu cabelo também (e olha que era só um blackinho diante do que se tornou). Tempos depois ele deixou o cabelo crescer, fez dreads... fomos um casal bem crespo. Só o fato de ele dizer que curtia meu cabelo já era mais um motivo pra encarar o máximo possível as ideias contrárias e junto com isso eu amadureci meus propósitos. Ele ficava com "raiva" quando eu cortava (e eu sou "a maníaca" da tesoura) ou desfazia os cachos, não curtiu tanto quando eu escureci novamente, mas nunca deixou de respeitar a identidade que eu carrego. De tudo isso eu entendo que vale muito mais ser autêntica. Uma hora sua família vai ter que engolir e o cara... Se ele não quiser, há quem queira."
- Élida Aquino

"Desde que me entendo por gente tenho cabelo crespo. Meu cabelo na escola era como o do Michael Jackson, bem black. Minha mãe não tinha grana para passar produtos em mim. Era bem sofrido aguentar todos os preconceitos em relação ao cabelo. No início do ensino médio, minha mãe começou a usar produtos como Hair Life. Foi quando descobri que era alérgica. O cabelo relaxado não durava nem seis meses. Vinha tudo abaixo. A dificuldade em comprar os produtos adequados também era um problema. Até que um dia minha mãe começou a usar Hair Life com creme para minimizar o efeito agressivo no couro cabeludo. Deu certo. Meu cabelo era um pouco relaxado e um pouco crespo. Em 2005 fui morar na Amazônia e, antes de ir, cortei todo o meu cabelo. Durante o tempo que fiquei por lá, tomei muito banho de rio. Impressionantemente a água do rio encrespa cabelo. Quando voltei pra casa meu cabelo estava numa textura diferente, bem crespo. Foi o máximo! Depois disso, assumi de vez o crespão. Claro que tive recaídas com o Hair Life com creme, mas foram poucas vezes. Quando isso acontecia, ficava com raiva e trançava o cabelo, mas depois o black voltava. Nessas idas e vindas o black ficou de vez e de todas as formas: com trança, estilo couve-flor, estilo diva e estilo curtinho. Só sei que há anos amo meu cabelo natural, mas principalmente porque eu aprendi a cuidar dele e a buscar referências. Nesse processo todo, sempre tive muito apoio das pessoas que eu amo, 
o que deu mais segurança."
- Mary Marques

"Desde os quinze anos fazia relaxamento, sempre gostei muito do volume, mas tinha que fazer a raiz pra domá-lo. Só que resolvi entrar para o mundo das progressivas e esse foi meu erro. Comecei a fazer, e os cachos indo embora. e o cabelo muito comprido... Não sabia mais o que fazer. Ou cortava tudo ou continuava na escravidão da chapinha e alisamentos. Cortar os cabelos nem pensar! Então continuei, alisando e pranchando. Nunca ficava satisfeita com ele liso, mas era o jeito. Sempre mostrei minha insatisfação. Apesar de todos acharem bonito o meu cabelo liso, eu não achava. Meu marido sempre gostou do meu cabelo crespo, foi uma das primeiras coisas que ele observou em mim, ele diz isso sempre [risos]. Quando falei em cortar o cabelo todo, ele na hora disse que eu podia cortar se eu estava certa disso, podia fazer sim. Sempre me apoiou, a família e amigos não, eles não me apoiaram, falaram que eu estava louca querendo ter aquela cabeleira de novo. Porque isso e aquilo, blá, blá! Depois que viram que não tinha jeito mesmo, aceitaram na boa. A minha própria opinião  e o apoio do marido veio direto com o primeiro corte, primeiro até os ombros e na segunda semana abaixo das orelhas e daí pra cá curtinhos, já indo para o sexto mês e com força total! Atitude, meninas! Só assim seremos completas."
- Suzy Carvalho

"Escovas, pranchas, alisamentos... E onde fica minha liberdade nisso tudo?! Esse foi o pensamento que me levou a dar uma basta no liso. Um liso falso, fabricado, lindo, mas que não era meu. A decisão estava tomada, mas foi duro, foi com muitas lágrimas. Comecei o processo de transição abolindo a escova,  prancha, química e com um primeiro corte. Esse foi o período mais chato, cabelo sem forma, não enrolava e nem alisava. Depois de três meses, fiz um segundo corte, fiquei com dois dedos de raiz, parecia um "menininho". Esse foi o período do choque e de suportar os comentários de que eu  estava louca e tudo mais. Ao longo do processo o cabelo ia crescendo e ficando mais cheio. Nesse momento pesquisava muito e via muitas fotos, pois ainda precisava me afirmar. Reformular a mente é complicado, aceitar que seu cabelo é crespo e é lindo assim, mais ainda. O preconceito existe... É fato! Quando vou me preparar para festas, casamentos, sempre me perguntam se não vou alisar, sempre. Mas a resposta é sempre a mesma: porque eu faria isso? Estou tentando abandonar a química, dando intervalos bem longos, mas sempre tem alguém pra falar: "você precisa fazer o cabelo", "precisa se cuidar", "está casada agora". Ignorar os comentários e os olhares é difícil demais pra quem esta começando. Eu sempre achava que se estavam rindo e olhando era do meu cabelo. Hoje não ligo, o cabelo é meu. Para quem está em transição a mensagem é: seja firme agora e depois, não se renda as opiniões pré-concebidas. Seja livre e muita força no black. 
Mudar é possível e preciso."
- Cintia Masa

    Agradecemos aos familiares, amigos e amores que conseguem compreender e dar suporte nos momentos de transição. Se você é dos que não conseguem aceitar e ajudar, reflita um pouco e pense o quanto essa ajuda é preciosa. E você, crespa linda? Quer mais inspiração? Então venha com Raquel e Toni. Esse casal "é massa" e entende do assunto.





This entry was posted on sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 and is filed under ,,,,,,,,,,. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.

46 Responses to “VAMOS FALAR DE TRANSIÇÃO?”

  1. de fato, fazer transição é não é nada fácil. eu tive que tirar motivações dentro de mim mesma e fui lendo depoimentos como estes em blogs e grupos de discussão, vendo vídeos para me inspirar e manter a motivação, criei até um blog pra me ajudar a não desistir. agora estou super feliz sendo 100% natural hahaha!!! e a minha força tem motivado minhas irmãs a seguir na transição tb! é muito bom receber apoio e dar apoio às pessoas. tô adorando todas as postagens do blog! parabéns e força no afro sempre! beijos!!!

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    1. Que bom, Aline! A gente agradece por prestigiar as publicações e deseja que você não desista nunca. Contagie o mundo!

      Beijos crespos.

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  2. Eu comecei e ja to sofrendo :/...
    aki em Salvador ainda é pior,,, porde nao parecer mas miinha terra é so preconceitos e quando a questão é emprego, é pioor... mas to sendo forte, ja cortei e to lutando pra não passar algo nele que nao seja natural...

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    1. Força, Pretta! Não é simples... Você deve ter percebido que as Meninas que tiveram dificuldades sofreram, mas uma hora tudo fluiu. Vai ser assim com você. Conta com a gente sempre que precisar falar, ok?

      Beijos crespos e muita força.

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    2. Verdade Pretta, tbm estou meio assim em fazer a transição devido justamente a esta questão... Em salvador as coisas são bem diferentes.. Acredito que por falta de informações.

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    3. Em todo lugar ainda é bastante delicado, né?! Isso a gente constrói com afirmação. Não desistam!

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  3. Depois de um rastafáfi pra tirar a química anterior, uma escova definitiva por imposição da maioria que dizia que "Cabelo Liso é Cabelo arrumado", me arrepender, depois de uns 4 meses ir ao salão fazer um permanente na qual a cabeleleira só alisou e como ficou tarde no dia, pediu pra q eu voltasse depois de 5 dias pra passar a loção de encaracolar + bigudinhos... vi meus fios lisos se quebrarem no 3º dia, to decidida, xô alisamentos! Vim sofrendo desde os 5 anos, qnd minha mãe + madrinha decidiram domar meu cabelinho... anooos com química, qnd meu cabelo não aguentava e caia, o couro cabeludo criava feridas de tanto que queimava com a química ou então o secador + chapinha!
    Então, to a uns 7 meses livre de dor, feliz fazendo meus coquinhos, soltando e vendo os cachinhos, mesmo que forçados, rs... vou fazendo até ter coragem de cortar a parte alisada! Comprei um mooonte de florzinhas, tiaras, laços, lenços, presilhas... cada dia uso um e combino com a roupa do dia!
    O que mais anda me animando é ver os 'toin's toin's' naturais na minha raíz... corro e mostro pra minha mãe, toda boba! Vou cortando as pontas aos poucos... to doida pra crescer mais e ver como meu cabelo é de verdade :)

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    1. Que linda! Máximo respeito, Hellen. Manda muitas fotos, sempre que quiser. A gente deseja sucesso e muito amor nessa cabeça. Parabéns.

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    2. Obrigada, vou acompanhando o Blog + a Página no Facebook pra aprender mais :)

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    3. Experiências como essas me fortalecem... Que lindo Hellen!
      Todo dia minha chefe olha pra meus cabelos e diz:"que coisa mais sem jeito, uma parte lisa e outra cacheada..." É muito duro sabe?! Me forçam a alisar, mas não vou sucumbir, vou resistir e depois vou postar uma foto com o antes, transição e depois da química.

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    4. Isso, Carla! Não se entrega. Beijos crespos e muita força.

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  4. Transição. Como é difícil. Nunca gostei do meu pixain alisado (como sempre o chamaram) , e quando minha mãe me mandava fazê-lo eu o prendia. Sentia vergonha dele alisado, não sentia que estava sendo eu mesma. Até que me rebelei e o deixei como ele sempre foi. Porém querendo ou não de alguma forma sempre obedecendo aos padrões, que permitem seu afro desde que ele esteja baixinho, baixinho, sem volume algum,parece que deixá-lo livre e a vontade incomoda as pessoas. Até que fui cortando e cortando de modo que não sobrasse nenhum resquício dos fios alisados e que eu nunca gostei. E ai decidida a cortar de vez o mal que tanto tentou esconder minha raiz, raiz que tanto amo, eu descobri o blog de vocês ai pronto, a nega ganhou o POWER para revelar o BLACK que sempre sonhou. Meninas eu estou tão feliz, vocês não imaginam quanto, meu black’quinho esta do jeito que eu sempre quis, estou me sentindo tão livre e tão bem. Enfim olho-me no espelho e vejo-me. Todavia por mais que já ouvisse á tempos criticas em relação ao meu afro, agora elas estão mais pesadas, mais duras e por vezes cruéis. É difícil, complicado, bate aquela sensação de tristeza diante da ignorância das pessoas, mas ai eu venho aqui, leio e releio os depoimentos que muito me dão força, olho-me no espelho e vejo refletido nele a imagem da menininha negra qual eu fui nos meus tempos de infância, ai sinto algo qual palavras não descrevem, e é ai que vejo que nem mesmo as piores e mais cruéis criticas conseguiram tirar de mim a vontade de continuar sendo quem eu sou,quem eu sempre fui.

    Beijos Meninas, a todas nós Meninas Black Power.

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    1. Que orgulho, Fátima! Muito obrigada por contar com a gente. Biejos crespos.

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  5. Realmente essa transição de um cabelo liso para o crespo é uma mudança de paradigmas e aceitaçao de sua identidade cultural ,contudo eu dou dualista meu cabelo e misto ,pois acredito na diversidade ,ás vezes uso crespo ,ás vezes chapado,quando era pequena sempre sonhava em ter cabelos lisos que pudesse solta lo hehehe ,isso marcou a minha vida com o tempo percebi o quantos nós negras somos condicionado a padrões de beleza que não é nosso é , por tudo isso não me limito a um TIPO ,posso ser ruiva,loira ,ter cabelos lisos ,cacheado,black ,pois sou livre .....

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    1. Sim, Juliana. O problema é quando aquilo que não se é passa a se tornar o que mais se quer ser, entende? Não ter o cabelo liso mas achar que só o liso presta, é muuito delicado.

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  6. Boa noite,
    Então estou entrando nesta fase de transição,aliso meu cabelo desde os meus 12 anos e hoje tenho 24.Há poucos meses estou nesse dilema do que fazer com o meu cabelo,vinha cultivando ele super longo (até a cintura) por anos,mais uma "agressiva" acabou com tudo,então tive que cortar o cabelo na altura do pescoço e nessa época pensei em cortar tudo e assumir o crespo,só que nessa época consegui o emprego e o cargo dos meus sonhos (sonhos de recém formada) e a empresa era muito conservadora em relação a aparência e depois de ouvir preconceituosos comentários decidi agredir mais um pouco meu cabelo.No entanto quando achava que estava legal,bonito...o cabelo caía mais uma vez,e outra vez e assim vai...
    Há uns dias depois de pedir demissão e enfrentar um término de namoro,fiquei pensando em mudar algumas coisas e a primeira coisa que pensei foi : Como será meu cabelo de verdade? e então comecei a reparar meninas que usam black e achei tão ousado,tão corajoso,tão autêntico...tudo que eu não havia sendo há muito tempo.E como parte da nossa geração fui buscar como é assumir o crespo e ser feliz e olha o caminho das pedras que eu achei!
    Meus pais são lindos e já tiveram lindos e enormes black powers,a princípio acharam engraçado,mas estão me apoiando,e quanto ao emprego terão que aceitar uma executiva crespa!!!!rs
    Conto com as dicas de vocês.

    Beijos e abraços,
    Lígia Alves.

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    1. Adoramos o "terão que aceitar uma executiva crespa". É isso aí!

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  7. Meninas, estou no processo de Transição de alisado para natural (crespos), desde que eu me conheço por gente eu ja tinha cabelo relaxado (desde os 2 anos), ou seja eu nunca vi como meu cabelo era realmente.
    Falei com meu irmão dizendo que ia deixar ele natural, a resposta não foi a das melhores," Dê uma chapinha pelo menos, se não não vai ficar legal". Bom, tenho dois meses sem alisar, mas está partindo, acho que terei que cortá-lo.

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    1. Thirza, pense em você e vá em frente, ok? Corte se achar necessário, mas o essencial é entender seu cabelo. Observe como ele é, do que gosta, como se comporta e viva confortável com esse cabelo que é seu.

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  8. Oi meninas tenho 3 meses sem relaxar o cabelo e estou querendo muito fazer a transição... Meu cabelo já esta com a raiz alta e esta caindo nunca fiquei muito tempo sem escovar coisas deste tipo queria muito trocar experiência bom você acho que vai me ajudar neste momento meu email netynegona@gmail.com

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    1. Oi, flor! Nós queremos muito mais saber como está sendo esse processo pra você. Aguarde nosso email.

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  9. Estou em fase de transição e creia o pior preconceito vem de casa! meu cabelo era enorme e chapado alisado e todo mundo acha/achava isso lindo a coisa mais linda do mundo e ai ano passado em 2012 no começo do ano decidi cortar o cabelo no pescoço não foi nada fácil meu pai ficou uma semana sem falar como e todos na rua perguntavam "O QUE VOCÊ FEZ NO CABELO MENINA?!" poucas foram as pessoas que gostaram e ai começou a fase de transição fiquei uns 6 meses sem da nada no cabelo já estava na metade do cabelo os meus cachinhos e ai de tanto ouvir coisa que não queria cai na onda de fazer progressiva novamente depois me arrependi até chorar eu chorei porque percebi que meu cabelo já estava voltando ao normal ao natural dele e fui agredir o cabelo novamente e agora estou em transição meus cachinhos estão voltando lindos mais lindos do que da outra vez e estou FIRME E FORTE tem um grupo no facebook "CACHEADAS EM TRANSIÇÃO" que está me ajudando muito todas as meninas recebem a gente com o maior carinho do mundo e tira todas as nossas duvidas eu indico para todas as meninas em transição ou até mesmo as cacheadas e digo: GENTE TENHA FORÇA. Eu amei o seu blog vou visitar com frequência agora BJS.

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    1. Exatamente! Não desista. Agradecemos a visita, flor. Beijos crespos.

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  10. Gente... Estou só com quatro meses de transição. Me sentindo muito mal. Corto os cabelos toda semana na expectativa de me ver livre dos fios alisados. As postagens acima me ajudaram muito. Obrigada gente!

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    1. Flor, conte sempre com nossa ajuda. Fique firme!

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    2. Fiz meu Big Chop no último sábado!
      Estou feliz que só pinto no lixo!
      Agradeço muiiiiiito o apoio deste Blog, me ajudaram demais!

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    3. Carla! Como ele está agora? Mande fotos!

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  11. Afff!!!!

    Hoje está batendo desespero! Mas não pelo fato de deixa-lo crescer, mas sim por está indefinido.

    Existe química no meu cabelo há 20 anos, hoje tenho 28. Desde o inicio deste ano resolvi deixá-lo crescer sem química alguma, para conhecer o meu cabelo, já q eu não me lembrava mais dele. Descobri uma coisa: Ele não é tão crespo como imaginava e além do mais consegue ser mais macio e sedoso. Esta observação fiz recentemente, pois ele já está com 5 dedos naturais e o restante relaxado, nos ombros a altura dele. (Q horror), sem contar que ele esta quebrando todooooooo, bem onde se encontram o natural e a química. “Tudo de bom”
    Como então fui entrar nessa? Resposta: mãe, parentes e por ai vai, resumindo a sociedade não aceitava muito e como era muito nova, a ultima pessoa ouvida era eu, mas até gostava dele sem volume.

    Mas está complicado, sei lá, tenho receio quanto à trança, não saber cuidar, etc e tal.

    Solução: Cortar e deixar apenas a parte natural dele, mas, tenho receio. E se eu não gostar dele tão curtinho??

    Meninas me ajudem, me deem opinião!!!! Não sei o que faço!!!!!
    Adoro turbantes, lenços, tudo.

    Descobri q amo o meu cabelo bem natural, pois como disse não lembrava como ele era.
    #Amomeuscachos. #amooseuvolume. #MEAMO!!!!

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    1. Olá, Michelle! A gente não sabe como está a relação com seu cabelo, mas esperamos que ainda dê tempo de ajudar. Já fez alguma coisa? Você também pode entrar em contato através do email blogmbp@gmail.com. Beijos crespos.

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  12. Lindo! Fico feliz de ler tudo isso! A gente se sente motivada. Ser crespa é ter convicção, é atitude e posicionamento.

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  13. Meninas quero deixar aqui meu depoimento tbem, aqui onde moro (Vitória ES) está uma febre assumir os cachos e o black,
    Desde o começo do ano me deu vontade de assumir meu cabelo mais natural, mas daí eu ficava indecisa, tinha apego ao meu cabelo alisado que até era muuuito bonito, mas me dava muito prejuízo pra cuidar. Fiz as contas: para tê-lo bonito eu tinha que, escovar toda semana, 120 reais por mês, alisar de 3 em 3 meses, 480 reais por ano, somando tudo daria pra investir em muita coisa que traria retorno, enquanto a escova só me deixava 3 dias linda, depois o cabelo ia ficando feio e oleoso. Vi que nõ valia a pena, sendo que eu poderia ser livre e bonita naturalmente com o meu cabelo. Confesso que com meu marido no inicio foi tudo muito conversado, mostrava fotos de crespas para ele ver como ficava legal, tentava explicar que seria melhor pra mim até questão do tempo que é tão corrido. Esperei uns 4 meses até que fiz o relaxamento pra soltar os cachos, ainda é química, mas me livrou da escova pelo menos. Cortei meu cabelo curto, mas ainda tem um pouco de quimica, deixei uma frajinha na frente, sempre prendo ele de lado, dou meu jeito, rsrs. A primeira reação do meu marido não foi muito legal, se assustou com o tamanho, mas agora 1 mes depois, ele me acha linda, e aceita meu cabelo como está, é automático a força vem de dentro mesmo, se vc se ama, todos a sua volta vão te admirar, sempre tem as críticas, mas não importo, minha liberdade, minha auto estima vale muito mais que qualquer coisa. Ah, tbem esqueci, é bem melhor andar sempre arrumadinha com nosso black, ou cacheado do que ter que ficar com rabo de cavalo por que está sem escova, isso era o que eu mais odiava, rsrs
    Sigam em frente lindas, nossas filhas, a próxima geração de mulheres ainda vai agradecer por nossa coragem e atitude!
    quem quiser ver meu cabelo curto em transição
    entra no meu blog
    montandoocloset.blogspot.com




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    1. Obrigada por compartilhar sua história, flor! Beijos crespos.

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  14. Oi, preciso de ajuda, estou meio indecisa sobre o que fazer. Tenho 17 anos, e desde os 12 sou escrava da progressiva, por causa de um erro meu. Só que, de um tempo para cá, eu tenho repensado isso. Não aguento mais escova, chapinha e química já fazem 4 meses que eu declarei que nunca mais quero fazer! Só que eu tenho um empecilho muito grande, para poder cortar o cabelo: ele demora muuuito para crescer, e isso é sério! Em todos esses meses se ele cresceu 1 dedo foi muito! Só que eu não sei o que eu faço, se eu parar de fazer escova, vai ficar estranho e se eu continuar vai prejudicá-lo mais ainda, e se eu cortar, ele não vai crescer tão cedo! Alguma ideia meninas?

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    1. Oi, Luany! Desculpe a demora, seu comentário estava perdido aqui. Como está seu cabelo? Já fez alguma coisa? É bom entender como você está cuidando dele pra saber se há relação, além disso o crescimento dos cabelos varia bastante. Se quiser, entre em contato pelo email blogmbp@gmail.com. Beijos crespos.

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  15. Olá Meninas Black Power :)

    Diria que apaixonado é pouco para expressar a alegria que tenho neste momento em lê esta multiplicidade de conteúdo e experiências vividas por mulheres que se contrapõe ao padrão de beleza estereotipada socialmente pela mídia e ao sistema que vivemos.
    Sou Homem, 22 aninhos, Negro, Sem Terra e Gay. Poxa, acho que minhas características dão um baita susto. Preconceito, racismo e homofobia eu enfrento no meu dia a dia, porém, a situação piora quando pretendo assumir o meu Black Power. Complexo? Opa, demais.
    Durante toda a minha infância, vivida dentro de uma igreja evangélica, era imposto a mim padrões de beleza similares aos da grande mídia e que como o meu cabelo é 'duro' eu não podia assumir isso, pelo contrário, minha cabeça era raspada. A resposta dada quando questionava era: - seu cabelo não bom para deixá-lo crescer. Uau .... Pois bem, me libertei da família e dos padrões. Hoje já tem 2 meses e meio que não corto o meu cabelo. ME VEJO DIFERENTE.
    Se é mais bonito, eu não sei. MAS, estou me olhando, por incrível que pareça me reconheço.
    Depois destes relatos históricos o ânimo aumenta e a minha vontade de ser eu mesmo só se fortalece.

    Parabéns a todas as meninas e eu estou aqui, sempre acompanhando tudinho.

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    1. Que bom, Wesley! A gente deseja que esse reconhecimento cresça cada dia mais, viu? Obrigada pelo carinho.

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  16. Momento muito difícil! Tenho 39 anos e fazia relaxamento desde que me entendo como gente. Já passei pelo henê, chapinha, pente quente e afins. Há 7 meses decidi assumir meu black. Fazia "Beleza Natural". Meu cabelo não estava feio. Mas, não estava do jeito que eu queria. Resolvi cortar, não fiz o big chop de uma vez, mas cortei bastante. Nesta semana, fiz o big chop. Meu Deus!!!! Parece que o mundo acabou. Todos me perguntando pq cortei meu cabelo.... " Há pq vc cortou seu cabelo estava tão lindo". Estou ficando irritada. Trabalho ao lado de um salão e todos ficam falando. Mas, estou cansada desta situação, pois ele não está ficando bonito como das meninas que vejo no site.

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    1. Olá, Monique. Primeiro queremos agradecer o carinho de compartilhar sua história, depois queremos dizer que é um processo. Você está aprendendo seu cabelo, literalmente. Dê um tempo pra ele, olhe com mais carinho. O tempo gera hábito, além de crescimento. Como você está cuidando dele? Você pode nos encontrar no email blogmbp@gmail.com e vamos conversar com muito prazer.

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  17. Apesar de nascer numa cidade fundada a partir de um quilombola, com grande maioria negra nunca vi ninguém crespa. Minha metade branca da família foi quem alisou meu cabelo pela primeira vez aos 10 anos mais ou menos. E como aquilo fedia. Depois a metade negra quis "concertar" e fui ficando lisa. Quando quis pela primeira vez (sem vitória) enfrentar a transição procurei por diversos salões "Especializados em Cabelo Afro" mas eles eram especializados em ALISAR cabelos afros. Nem tranças nem nada. Apenas pentes finos e muitas químicas. Foi só quando vim pra Viçosa (cidade universitária tem mente aberta, é fato.), fiz amizade com umas africanas que começaram a me trançar. Enfrentei a minha transição apoiada e uma grande amiga que eu me inspirava. Aprendi a cuidar do cabelo na transição com ela. Ela me apresentava páginas e blogs e eu as seguia. Num dia, destrançando o meu cabelo metade amado metade odiado decidi: Vou cortá-lo agora! Custei a achar um salão que tivesse horário naquele instante pois não podia passar um só dia. Meu cabelo estava pelo fim das costas. O cabeleireiro me deu 5 minutos pra pensar (hahaha) e eu gritei: CORTA LOGO! Que alegria. Como eu gargalhava. Ele até parou pra ver se eu estava passando mau. Mas estava maravilhosamente bem. E a cada dia uma alegria maior. EU TINHA NUCA! Parece bobagem mas eu tinha muito volume até alisada e sentia um puto de um calor. kkkk Hj estou a 2 anos sem química lol E nunca quis alisar. Devo muito às meninas aqui, elas dão muita força msm. E até hj viajo na página sonhando com meu Black. Não tenho mais nuca (rs.) ele está no ombro mas ainda é gostoso. Achei que nunca mais iria achar um bofe, que nada! Nunca beijei tanto! E hj meu namorido AMA meu Black. É branco e idolatra nossa cultura. Já disse até que quer filhos Black Power. Muito poder para todas nós!

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    1. Flor, que legal saber que você conseguiu! Esse é o caminho. Liberdade é tudo! Obrigada por compartilhar com a gente. Beijos crespos.

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  18. Nunca fui muita fã do cabelo liso, não me sentia completa, bonita e nem confiante. Comecei a usar a química quando era criança. Meu pai não gostava do meu cabelo crespo e num ataque de furia cortou ele TODO, fiquei depressiva e minha tia (que só queria o meu bem) me levou ao salão, e pra salvar o cabelo ele teve que cortar mais, e então começou o processo de alisamento, ele tinha uns 5 cm apenas. Já se passaram anos, eu cresci, e resolvi que podia assumir minha identidade, não queria mais ser escrava da industria de beleza. Meu cabelo já estava quebradiço, opaco devido os anos de alisamento. Então num surto decidi raspar minha cabeça, eu precisava reassumir minhas origens pra me livrar do trauma. Raspei na máquina 0, não me arrependo, foi um grande passo para uma nova vida! ´Foi recente, tem 4 meses mais ou menos, e o crescimento do meu cabelo está a 1000 rs. Já joquei um tonalizante nele, mais gostaria de algumas dicas para essa fase do meu cabelo, manter ele nutrido, e curtir cada mês de transição, o que fazer? Adoro a iniciativa da equipe mbp, sucesso para todas as adeptas!

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    1. Que história incrível!!!!
      Conte-nos mais sobre seu cabelo, você conhece o seu tipo de crespo?
      Mande um e-mail e fale conosco, tenho certeza que conseguiremos ajudar :)
      blogmbp@gmail.com
      Força!
      Beijos crespos!

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  19. quero deixar meu cabelo voltar a ser como era de qdo eu era criança, estou em transição, meu cabelo natural está na altura de 2 dedos, quero mt cortar, mas estou com uma pontinha de medo, mas vou cortar! rsrs ^^

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  20. Nossa fiquei lendo todos os depoimentos e me deu ms vontade ainda de continuar minha transição. Vou fazer 2 meses sem química, e já tá crescendo... Estou vendo se faço tranças afro, será que seria bom, ou deixo como está?
    Bjim

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  21. viva os cabelos crespos

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