POR MAIS REPRESENTATIVIDADE

por Tainá Almeida


       Nesta semana fomos marcadas em uma publicação em inglês e ao ler só conseguimos ter mais certeza de que a representatividade importa. A matéria que nos citava mostrava uma modelo britânica, presente em duas capas da Vogue Brasil no mês de Fevereiro, depois da realização do Baile de Carnaval da Vogue e toda a discussão sobre apropriação cultural. Ouvimos Glória Maria, a rainha do baile, dizer "o tema do baile é África e com rainha loira não dá. Nem se fosse só a África do Sul. Tem que ter rainha negra pelo menos no baile, já que a gente não consegue ser rainha das coisas normais". Quem diria que tão logo veríamos tal mudança? Assuma, você também pensou que só teríamos uma mulher negra na capa da Vogue lá no mês da consciência negra. Mas a verdade é que ela está aí, em Fevereiro, com cabelo crespo e duas capas! Depois de ver a mudança na Barbie, a mudança na representação de fantasias de personagens negros, será que chegou a vez de vermos a mudança nas revistas de moda? Nós fomos citadas aqui e a tradução está abaixo:

"Não uma, mas duas! Este é o número de capas da Vogue que a Jourdan Dunn está presente. A supermodelo posou para duas capas da Vogue Brasil de Fevereiro/2016 e aparece igualmente fabulosa nas duas. Produzida pela Burberry (grife britânica) e a Osklen, a modelo foi fotografada por Zee Nunes, mas a única coisa que as pessoas ficam falando é sobre seu lindo back power. Isso tem um significado especial porque o movimento do cabelo natural está se tornando popular no Brasil. Existem muitos grupos incentivadores do cabelo natural, incluindo Meninas Black Power, um coletivo que empodera jovens mulheres a adotar seus cabelos naturais.Este movimento também está influenciando o mundo das celebridades. Ano passado Maria Borges entrou na passarela da Victoria’s Secret com o cabelo natural. Isso foi notícia porque foi a primeira vez que uma modelo recebeu permissão para usar o cabelo afro natural. Viola Davis também usou seu cabelo natural no Emmy em 2015, assim como Lupita N’yongo no Oscar de 2014."

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2 Responses to “POR MAIS REPRESENTATIVIDADE”

  1. Estamos conquistando o espaço, mas o que ainda me preocupa são as princesas da Disney não ter uma princesa de destaque NEGRA, quando criança me sentia feia por não ter nenhuma referência infelizmente nossas meninas continuam sem referências nas histórias em "Era uma vez", obrigada pelo post.

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  2. Mais representatividade. Sempre. Esse mês adorei a capa da Elle com Alek. A revista está ótima. A modelo Sudanesa está na capa e há muito mais sobre negras e negros dentro.

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