MBP NA FOLIA - NINA JACOB

   Carnaval tá aí, "sambando na nossa cara", e você achou que o MBP ia ficar de fora da folia? NANANINANÃO! Preparamos este especial de carnaval, com passistas de escolas de samba do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde fizemos 6 perguntas sobre os cuidados com o corpo, pele, alimentação e é óbvio, cabelo! 
   Bem, aqui na equipe do Meninas Black Power temos duas sambistas natas: a Lais Reverte, que é do Espírito Santo e passista da G.R.E.S. Unidos da Piedade, e a Maria Carolina, que é do Rio de janeiro e  ritmista/Departamento Jovem do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro. Idealizando um especial de Carnaval para vocês, juntamente com a equipe, elas contaram algo que, tanto no Rio como no ES, as duas observaram: a maioria das passistas não usam seu cabelo natural, e sim implantes, megahair, etc. Os motivos são vários, e isso vai de cada uma... Mas aproveitamos essa informação e fizemos essa matéria linda com meninas de cabelo crespo, que é a nossa onda, certo? Aqui abaixo e nos próximos posts vocês verão as respostas de cada uma delas para nossas perguntas e também fotos das meninas arrasando com seus crespos pela avenida!
    Curtiram? Então preparem seus confetes e "simbora" cair na folia!



MBP: O carnaval altera muito a sua rotina normal, quando chega a época de ensaios mais firmes? 
NINA JACOB: Quando os ensaios tornam-se frequentes, sim (a partir da segunda quinzena de novembro). Este ano estou sentindo na pele como é difícil ter que me dividir em três e por vezes em quatro. Após minha formatura comecei a trabalhar, e para conseguir conciliar ensaio, apresentações e concurso (Passista Põe na Tela, organizado pela TV Capixaba), foi preciso muito animo e jogo de cintura, porque é bem cansativo. Se deslocar de um lugar para outro e sobre a pressão do tempo é muito puxado, o que nos remete a correria, mas tem sido gratificante.

MBP: Quais são seus cuidados com o cabelo e pele para o desfile e para os ensaios?
NJ: Este ano em especial inventei, de colocar mega-hair, pensando no carnaval. Em geral os cuidados com o cabelo são os básicos do dia-a-dia, lavar e hidratar. Quanto à pele, o cuidado é um pouco mais redobrado, pois tenho pele oleosa, cuido principalmente para que não surjam as acnes, e como precisamos estar maquiadas no ensaios, apresentações e etc., os cuidados são redobrados quanto à limpeza da pele.

MBP: E o corpo e alimentação? Você tem uma preocupação em alterar sua rotina alimentar por conta do samba? 
NJ: Este ano iniciei a academia. A princípio foi por uma questão de saúde. Logo após, pensando na estética, me preparando fisicamente para aguentar os desgastes recorrentes de tantos ensaios, e para o desfile. Quanto a alimentação não há grandes modificações. Diminuí a ingestão de gorduras, mas por uma questão da saúde, e no mais está tudo normal. No dia do desfile não tem nada de comer apenas comidas leves. Minha avó sempre nos ensinou a comermos um pouco mais (comidas classificadas como "pesadas") que é para aguentar desfilarmos até o final. Afinal de contas "saco vazio não para em pé" [risos]. 

MBP: Como é sua relação com o seu cabelo para o carnaval ? Você já sofreu preconceito por ele ser naturalmente crespo?
NJ: Minha relação com o cabelo é de amor e ódio. Às vezes ele me ama, outras me odeia. Para os ensaios e para o carnaval o lema é o seguinte: Quanto mais cacheado e volumoso, melhor. Preconceito quanto a cabelo crespo nunca sofri, até porque no samba parece que o "padrão de cabelo" são os crespos, cacheados e volumosos. 

MBP: O que você diria para uma menina que está desfilando pela primeira vez, sendo passista ou não? Quais cuidados ela deveria ter antes do dia do desfile? 
NJ: Os cuidados necessários quanto ao desgaste físico posterior ao desfile, principalmente ingerir bastante líquido e se alimentar adequadamente, nem de mais e nem de menos.

MBP: E qual é sua história com o samba? Vem de berço, foi acaso...?
NJ: A minha inserção no samba é de família, todos nós desfilamos. Tenho quatro anos como Passista Show, mesmo comparecendo aos ensaio desde os sete anos de idade. Quando mais nova sentia muita vergonha em dançar na frente dos outros, mesmo gostando muito de samba. Após ser convidada para entrar no Grupo de Passistas da Unidos da Piedade, aprendi a lidar com a timidez, mas toda apresentação é uma sensação de estréia e bate o frio na barriga.



This entry was posted on 10/02/13 and is filed under ,,. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.

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