BLACK FROM BRAZIL - O PROCESSO (PARTE 2)


 Depois de muitas, muitas, muitas e muitas conversas, a minha família finalmente concordou com a minha ideia de fazer intercâmbio. Decidi fazer work and experience. Na época o dólar estava baixíssimo, logo pensei: essa é a minha chance! Vocês sabem que a alegria só bate em porta de pobre apenas uma vez! E ainda com o dólar baixo! Eu precisava dar uma "segurada", como diz a minha mãe, poupar dinheiro. E o meu cabelo acabou sendo uma desculpa para isso [risos]!

Meus amigos: Ingrid! Vamos sair?
Eu: Não posso!
Meus amigos: Por quê?
Eu: Sei lá! Meu cabelo não tá legal!

  "Tá difícil, mas eu vou resistir... Além do mais tenho que economizar. Afinal eu vou viajar. E o meu cabelo foi crescendo..." Eu optei por não usar tranças nagô. Na época eu trabalhava num grande banco e sim, tive medo de sofrer preconceito. Eu precisava seguir um padrão e a trança definitivamente não estava incluída nele. Fui fazendo escova e usava faixas ou um rabo de cavalo bem preso. Pra sair, passava horas com o difusor ligado até meu cabelo criar uma forma, tipo assim, “mais ou menos”, e assim ia dando meu jeito. As faixas foram as minhas melhores amigas logo no início do processo. Eu também procurava sair de casa com o cabelo seco (coisa que faço até hoje), pois assim ele já está, digamos, “formado”. A ação do vento e do sol não vai afetar tanto assim o meu penteado.

  Chegou o dia! O grande dia! Fui tirar o passaporte! Ainda não tinha cortado o cabelo, mas ele já estava com uma raiz considerável. Era a reta final. Não aguentava mais estar no meio... Faltava pouco para eu cortar. Mas ainda não tinha cortado. As faixas nessa altura já não davam tanto jeito. Chega uma hora em que você enjoa, pois acaba repetindo muito penteado, fica quase sem opção. Mas como eu disse... Quase!

Eu: Mãe!
Minha mãe: Oi! Diga!
Eu: Amanhã eu vou tirar a foto para o passaporte...
Minha mãe: E daí?
Eu: E daí? Como assim "e daí" mãe? O que eu vou fazer nesse cabelo?
Minha mãe: Não sei, sei lá! Prende? Só assim... Até porque você sabe que a foto do passaporte precisa mostrar bastante seu rosto...
Eu: Ok! Mas e aí? O que a gente vai fazer?
Minha mãe: A gente? Só você Ingrid! Hum... acho que já sei!
Eu: O quê?
Minha mãe: Trança embutida!

E foi assim que eu consegui mais uma aliada nessa minha luta GO NATURAL! A trança embutida! Abaixo seguem as minhas fotos, a do passaporte e a do visto! Totalmente diferentes...

De trança embutida.

A saga continua. Até o próximo post. Força no Black!


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3 Responses to “BLACK FROM BRAZIL - O PROCESSO (PARTE 2)”

  1. Ahhh... como é difícil ver a raiz, e não colocar a química!!! rs
    Mas o resultado é mara!!!!

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  2. TO VENDO O BLOG PELA PRIMEIRA VEZ MUITO BACANA, GOSTEI MUITO DO TEXTO...
    HTTP://CHEYENNE-OPSCRESCI.BLOGSPOT.COM

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  3. É dificil sim Roberta, mas no final vale a pena! E muito obrigada Cheyenne! Alias obrigada a todas as meninas que acompanham o blog!

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